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14 de jun. de 2008

Jamelão morre no Rio de Janeiro

José Bispo Clementino dos Santos, Jamelão, morreu na madurgada do dia 14, deixando órfãos todos os mangueirenses e amantes do samba. Jamelão estava há muito, internado com problemas de saúde, e a acessoria não divulgou a causa da morte do intérprete.

Biografia do grande Jamelão

Nasceu no bairro de São Cristóvão e depois se mudou com os pais para o Engenho Novo, onde passou a maior parte de sua juventude. Foi lá que começou a trabalhar para ajudar a sustentar a família com sua irmã e mais dois irmãos, pois seu pai havia se separado de sua mãe. Daí começou sua paixão pela Mangueira onde foi levado por um amigo mais que músico um artista.

Trabalhou numa fábrica de borracha também no Engenho Novo e ali começou a sair na noite com um outro amigo e a conhecer muitas músicas num lugar chamado "Eldorado" aonde começou a se envolver na música e a cantá-la.

Foi "corista" de Francisco Alves e numa noite tomou o lugar do mesmo para defender a canção de Herivelto Martins. Sua primeira gravadora foi a Odeon e depois a Companhia brasileira de Discos.

Em 1960 lançou várias músicas de sua autoria e de sua mulher Ferreira Santos, principalmente com a música "Fechei a porta", que fez muito sucesso. Em Itapoã na Bahia, juntamente com um amigo acabaram se encontraram com outro e eles lhe deram algumas idéias, daí ficou com uma canção na cabeça, e voltando ao Rio de Janeiro armou uma música "Quem samba fica" em homenagem aquela viagem a Bahia.

Regravou samba-canção de Ari Barroso, "Folha morta", e acabou fazendo um novo disco a pedido de Braguinha. Com Lupicínio Rodrigues gravou dois discos, principalmente com a música "Nunca".

A partir de 1950 fez vários samdas-enredos para a Mangueira, o que faz até hoje, mas três músicas em especial são para Jamelão os melhores samba-enredos da escola de samba, "Cântico a Natureza", "o mundo encantado de Monteiro Lobato" e "Caymi mostra ao mundo o que a Magueira tem".

Chico Buarque e Jamelão

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