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1 de jul. de 2008

Figura da semana

ROBERTO DINAMITE

Carlos Roberto de Oliveira nasceu em 13 de abril de 1954, às 4h25 em Duque de Caxias. Logo cedo, Roberto (que naquela época era conhecido pelo apelido de Calu) começou a mostrar intimidade com a bola. Igual a muitas crianças apaixonadas pelo futebol, chegava a dormir com ela nos braços enquanto imaginava as jogadas que faria na próxima partida de várzea. Foi torcedor do Botafogo de Futebol e Regatas durante sua infância.

Aos 12 anos o pequeno Calu já era titular do principal time do bairro, o Esporte Clube São Bento, onde se destacava como artilheiro. Nessas peladas tinha uma característica marcante: era o mais fominha e exigia de seus companheiros que as jogadas de ataque passassem pelos seus pés. Contudo, quando recebia a bola, dificilmente a devolvia.

Apesar do individualismo - era fã de Jairzinho, autor de gols em todas as partidas durante a conquista do tricampeonato mundial no México - já demonstrava toda sua habilidade e precisão nos arremates de curta e longa distâncias. Graças a isso, foi convidado a treinar nas categorias de base do Vasco por Gradim, olheiro do Vasco, esponsável por garimpar jovens talentos nos campos de pelada espalhados pelo subúrbio do Rio de Janeiro. Um mês depois já estava jogando na equipe juvenil dirigida por Célio de Souza. Em pouco mais de um ano no clube já anotava mais de 46 gols.

Em um ano de clube, Roberto ganhou 15 kg, graças a um rigoroso trabalho muscular, tornando-se um dos jovens mais promissores do clube, recebendo constantes elogios de treinadores e dirigentes. No Campeonato Carioca de Juvenis de 1970 foi o artilheiro vascaíno, com 10 gols. Já no mesmo torneio no ano seguinte foi mais longe: foi o artilheiro da competição com 13 gols.

Desta maneira, despertou a atenção do técnico da equipe principal, Mário Travaglini, que o relacionou para a disputa do Campeonato Brasileiro de 1971. No mesmo ano, já era apontado como a mais nova esperança de gols da equipe.

Surge o Dinamite

Roberto fez sua primeira partida profissional contra o Esporte Clube Bahia, no dia 14 de Novembro de 1971, com dezessete anos. O Bahia vencia por 1 a 0 e o treinador Chirol o colocou no lugar do meio campista Pastoril no intervalo da partida. Mas ainda não era hora do futuro ídolo. O Vasco acabou perdendo o jogo pelo placar de 1 a 0.

Mesmo com a derrota o Vasco estava classificado para a segunda fase do Brasileiro, onde enfrentaria Atlético Mineiro (que viria a ser o campeão da competição), o Santos de Pelé e o Internacional. Durante a semana que antecedeu o primeiro jogo, contra o Atlético Mineiro, Roberto se destacou nos treinos e foi escalado como titular para a partida. No dia anterior à partida o Jornal dos Sports colocava em suas manchetes: "Vasco escala garoto-dinamite".

Diferente do que é divulgado, o apelido Dinamite não surgiu depois do jogo contra o Internacional. O apelido na verdade foi criação de dois jornalistas do Jornal dos Sports, Eliomário Valente e Aparício Pires, ambos vascaínos, e criado quando Roberto já se destacava nos juvenis.

Naquele jogo contra o Atlético Mineiro, no dia 21 de Novembro Roberto não foi bem e acabou sendo substituído. Houve uma grande decepção na torcida vascaína, que depositava muitas esperanças em Roberto.

O jogo seguinte ocorreu em 28 de novembro, numa quinta-feira, contra o Internacional, no Maracanã. No segundo tempo, quando o Vasco vencia por 1 a 0 o técnico Admildo Chirol tirou Gílson Nunes e colocou Roberto. Na primeira bola que recebeu Roberto driblou quatro jogadores jogando a bola no canto esquerdo, num belo gol, o seu primeiro no time profissional.

No dia seguinte o Jornal dos Sports estampava em letras garrafais a manchete: "GAROTO DINAMITE-EXPLODIU!".

Era o adeus definitivo de Calu, e surgimento de Roberto Dinamite, que viria a ser considerado por muitos o maior ídolo da história do Vasco, imortalizando a camisa 10.

Começa história de amor com o Vasco

A partir de então, começou sua longa história de amor com a torcida. O centroavante atuou pelo time profissional do Vasco de 1971 a 1980, quando se transferiu para o Barcelona, da Espanha, numa negociação que envolveu muito dinheiro. Voltou ao clube três meses depois, onde ficou até 1989, antes de ser negociado com a Portuguesa. Seis meses depois, lá estava Dinamite, novamente no Vasco, para em 1993 encerrar sua carreira.

Alto e forte, Dinamite usava com muita inteligência seu corpo e dificilmente perdia a bola para um adversário, tornando-se um grande perigo na área inimiga. Ele conseguiu a média de 36 gols por temporada nos 22 anos de carreira - disputou 1.108 partidas. Seu melhor ano foi em 1981, quando deixou por 62 vezes a sua marca, superando o recorde de Zico, o maior ídolo da torcida do rival, o Flamengo, que havia feito 45.

Suas principais características dentro de campo eram o oportunismo, a competência e a sorte. Sabia cobrar faltas como poucos, além de desenvolver, ao longo de sua carreira, a capacidade de chutar com as duas pernas.

Participou da conquista de cinco estaduais - 1977, 1982, 1987, 1988 e 1992. Em 1974, conquistou o título de campeão brasileiro batendo o Cruzeiro na final por 2 a 1. Apesar de não ter marcado na decisão, Roberto Dinamite foi o artilheiro da competição com 16 gols e maior responsável pelo inédito título.

Dinamite vira estrela na Lusa e no Campusca

Já em final de carreira, Roberto Dinamite recebeu convite para jogar pela Portuguesa. O jogador aceitou o desafio e participou do Campeonato Brasileiro de 1989 pela equipe do Canindé.

Treinado por Antônio Lopes, Dinamite transformou-se rapidamente na grande estrela da Lusa. O atacante marcou nove gols nos seis meses em São Paulo, que o ajudaram a atingir a histórica marca de 190 gols em torneios nacionais, tornando-se o maior artilheiro da competição.

A campanha da Portuguesa acabou sendo boa e a sétima colocação com 20 pontos, seis a menos que o campeão Vasco, fez com que a diretoria tentasse a renovação com Dinamite. Em vão. O artilheiro mais uma vez voltava ao Vasco.

No ano de 1991 - Dinamite aceitou outro desafio ao jogar pelo Campo Grande A.C. ajudando o Campusca a ficar em 5º lugar no estadual e chegando a liderar o segundo turno do mesmo campeonato. Teve naquela oportunidade a companhia de Elói e Claudio Adão no melhor time que o campusca já teve, formado pelo saudoso presidente Antonio dos Santos.

Política interna do clube

Já perdeu para o atual presidente em duas eleições, Roberto e o Movimento Unido vascaíno, O MUV, Oposição Política do Vasco, sendo que em ambas os resultados foram controvérsos e inclusiva a segunda tramita na justiça até o momento.

Reportagens em jornais de grande circulação no Rio de Janeiro afirmam que na primeira participação de Dinamite a Presidência do Clube, sócios que já haviam falecido teriam votado.

No dia 21/06/2008, a chapa de Roberto Dinamite venceu as eleições para presidente do Vasco. Porém, como as eleições são indiretas, no dia 28/06/2008, foi escolhido o presidente do Vasco.

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