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27 de jan. de 2009

Jornalista Inútil - Um Adeus ao Mestre

Me consideraria um jornalista inútil se não tocasse no nome de Délcio Monteiro no dia do seu falecimento. Com o coração amargo, pequeno, cortado ao meio, com a voz embargada, triste, mas sempre com a lembrança de conversas que tivemos pelas ruas de Teresópolis.



Délcio, colega de longas datas, trabalhou na maioria ou senão em todos os jornais da cidade e sempre com um sorriso que chegava a ser iluminado, não sei por que, mas sempre achei aquele homem de cabelos brancos, baixo, franzino, com uma voz potente e com uma sabedoria ímpar um grande comunicador. Sempre busquei um espelho impossível em Délcio Monteiro.



Hoje o meu coração está de luto. Um luto que não tem tamanho. Pois quando morre um jornalista, se cala uma voz. E quando se cala uma voz Deus parece que vira um ditador que limita as palavras, que doces, como era Délcio.



Délcio, aquele dos Festivais de Cinemas, dos carnavais, da cultura. Esse sim, ficará eternamente vivo em nossos Corações!



Délcio, é uma pena não ter te falado, mas você foi um dos maiores comunicadores que a cidade já teve e dificilmente teremos outro com altura sua de competencia, garra e rigidez quando era necessário.

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